O ciclo virtuoso dos times da qualidade

Postado em 18-07-2009 por Pedro Blos.

Jack Welch, presidente da General Electric, considerado o administrador mais bem sucedido de todo século XX em recente entrevista realizada pela revista HSM MANAGEMENT (dez/2003) declarou “estratégias não valem nada se não tivermos boas pessoas. Em meu modo de pensar, as pessoas devem vir em primeiro lugar. As estratégias vem depois.”

Entendo que o grande desafio dos líderes é contar com profissionais de talento; isso exige contratação das melhores pessoas, convívio aproximado com estas pessoas, avaliação constante e honesta do desempenho com foco no aprimoramento de suas potencialidades e principalmente ser o “puxador das mudanças sem complicar as coisas”.

Neste conjunto de expertises de gestão é que observo a grande contribuição das atividades de times da qualidade na alavancagem das competências, entusiasmo, e crescimento das pessoas no mundo do trabalho; se não vejamos…

1o momento: O ente insatisfeito
O processo inicia pelo defensor da mudança, o ente insatisfeito com uma determinada situação, e isto pode significar um líder insatisfeito com os resultados do seu departamento ou o profissional insatisfeito com sua condição de trabalho ou um cliente insatisfeito com um serviço ou produto.

Alguém que não está satisfeito mas que quer, deseja fazer alguma coisa, alguma diferença para modificar esta condição.

Assim evoluímos para a construção do desafio.

2o momento: Construção do desafio

Este desafio necessita de uma definição clara do que desejamos aperfeiçoar e isso significa estabelecer uma visão que descreva a situação futura que desejamos estar.

Esta definição estabelece os resultados que pretendemos atingir em um determinado espaço de tempo e na minha opinião a relação resultado esperado x tempo são poderosos impulsionadores das aspirações, ambições, sonhos e motivações das pessoas.

3o e 4o momentos: A formação do Time da qualidade e Estudo das situações

Com a definição da visão, partimos para a formação do Time da qualidade constituído por profissionais que tenham competência e comprometimento necessários para estudar a situação e construírem uma estratégia vitoriosa para a organização.

5o momento: Desenvolver as ações

Através da discussão e troca de idéias e experiências a equipe cria e desenvolve as ações de correção e ou de desenvolvimento que terão de implementar para transformar seus sonhos em realidade. E isso envolve além da inteligência e perspicácia muito esforço e empenho por parte dos seus integrantes. Poderíamos dizer que é o grande momento do aprendizado humano pois envolve opiniões; relacionamentos, percepções e atitudes.

6o momento: O feedback

A próxima etapa é de responsabilidade da liderança da área e isso envolve a necessidade de dar feedback (dar o retorno) sobre os resultados dos esforços do time da qualidade sejam estes positivos ou negativos.

Elogiando o que deu certo e redirecionando os esforços da equipe para reverter fracassos em sucesso futuro de maneira honesta e franca.
Os integrantes do grupo devem perceber que você se importa com eles.(segundo Welch “entre na pele de cada funcionário”)

7o momento: Comemorar o aprendizado e as pequenas vitórias

E por último e não menos importante, “comemorar o aprendizado e as pequenas vitórias” juntos com a equipe.

Conforme declarações da pedagoga Clarice Leal os profissionais no novo milênio não sabem mais distinguir se estão trabalhando, aprendendo ou se divertindo.

Não há dúvida de que a dimensão que se dá ao trabalho é que define a paixão pelo que se faz.

Acredito que uma das maiores atribuições de nossos gestores seja manter a “chama” pelo novo acessa na organização e nada melhor após a comemoração de um sucesso compartilhar um novo desafio.

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